27 de abril de 2017

Novo blog: Absurdeza

Além deste blog, criei outro: ABSURDEZA.

O mote dele é "histórias um tanto descoladas da realidade". Pretendo publicar ali histórias e ideias sem nenhuma lição de fundo, apenas com certa absurdeza.

23 de abril de 2017

Pedalinhos, sempre quebrados. Mas o poder público continua comprando para colocar nos lagos.

22 de abril de 2017

A Trilha de Calvino

E se cada mal que cometi tivesse sido absolutamente inevitável? Se a perdição e a dor dos homens não pudessem ser mudados em uma vírgula sequer? E fosse terminantemente irrevogável a frieza que se abateu sobre nossos dias?

Desejável morfina para minha alma.

Quem sabe Calvino estivesse certo. A trilha seria um tanto menos espinhosa.

17 de abril de 2017

Nunca sabemos de nada

Ao que tudo indica, a vitória de Roussef em 2014 contribuiu decisivamente para afastar o país da tragédia venezuelana (ao menos nesta geração). Por vias oblíquas, o caminho da liberdade talvez esteja sendo traçado, ainda que uma mudança mais profunda leve mais tempo.

12 de abril de 2017

Keynesianismo e Desenvolvimentismo são a mesma coisa?

Não.

Produzir desenvolvimento num país pobre não era o que pretendiam as ideias de John Maynard Keynes, e sim combater crises econômicas. Para o lorde inglês, quando houvesse recessão, isto é, o capitalismo sofresse um ciclo de baixa atividade econômica, o governante deveria tomar dinheiro emprestado e gastar, não importando em que, a fim de gerar efeitos anticíclicos. Passada a crise, o governo então economizaria e pagaria as dívidas. Veja-se que isso é tenuemente distinto da concepção de levar o progresso para o "terceiro mundo". Sem mencionar que João Queines tinha um público bem definido: o mundo euro-americano, ou seja, países que já eram ricos.

Já o Desenvolvimentismo é uma doutrina voltada para os governos

latino-americanos, que foi sedimentada pela CEPAL, e tem em Celso Furtado o possível maior representante brasileiro. Prega que o crescimento deveria ser induzido pelo governo através de regulações e grandes "investimentos" em infraestrutura, mesmo que a base de empréstimos. Paulo Roberto de Almeida, diplomata e economista, chama essa ideia de "keynesianismo de botequim": enquanto o economista britânico falava numa medida temporária para conter uma crise, o furtadismo fala em desenvolvimento por meio da gastança. (Isso, aliás, é tudo que os políticos mais querem: torrar dinheiro alheio, comprar sem pagar.)

E como diz o provérbio brasileiro, juntou a fome com a vontade de comer. De fato, gastar mais do que se arrecada é a tradução de grande parte da história nacional, desde a proclamação da república. Resultado: nunca saímos do zero a zero. Pior, recentemente tomamos 7 a 1 no PIB.


O articulista John Tamny, com razão, chama atenção para o fato de que as obras da Copa e das Olimpíadas deveriam ter, segundo os keynesianos, produzido uma solução anticíclica, trazendo um novo crescimento ao PIB. Os dispêndios desses "investimentos" somam — pelo menos  R$ 66 bilhões em infraestrutura, mas vejam só, além do endividamento, herdamos a maior recessão em décadas. Só se produziram efeitos pró-cíclicos e um enorme retrocesso econômico  precisamente o inverso do que postulava Keynes e Furtado. Vivi o suficiente para ver o estrago que isso causou, todos nós ficamos mais pobresKeynes nos keimou. Furtado nos furtou.

PS. Vou confessar uma grande tolice minha, eu comemorei no dia em que o país ganhou o "direito" de sediar as Olimpíadas. E fui contra os que criticavam as despesas com a Copa. Como keynesiano, acreditava que aqueles gastos iriam redundar em crescimento econômico. Faltava-me ler o que dizia o economo-liberalismo, pois o que aconteceu foi que o governo atraiu capital da iniciativa privada e jogou no ralo, sem produzir riqueza para a nação. Cada vez que ele toma emprestado, tira dinheiro do mercado produtivo e o transforma em improdutivo, já que os investidores param de financiar o empreendedorismo e correm emprestar para o governo.

7 de abril de 2017

Segundo um estudo, o Brasil é um caso de sucesso na redução do uso de cigarro. Em 25 anos, a porcentagem de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. (Fonte).

Comento: pelo menos 1 gol contra 7 😆


Brincadeirinha, as coisas boas devem ser comemoradas.

3 de abril de 2017

NOTAS SOBRE O EVANGELHO NO PAÍS

1. O fervor no Espírito está minguando

Isso não é uma crítica, apenas um fato. O avivamento que se deu no Brasil em 53 e 54 reverberou até por volta do ano 2.000. Lembro que no começo dos anos 90 o derramamento do Espírito era maior, a ponto de este que vos fala ter sido batizado no Espírito com cerca de 9 anos de idade.

Porém, o século virou, o fogo virou — virou brasa apenas. É cada vez menor o número de convertidos que são batizados no Espírito Santo. As vigílias retiradas em que os renovados experienciavam a visitação do Alto e os gravetos se acenderem, agora são só história. Não nos quebrantamos mais, nem urramos de arrependimento ou derramamos lágrimas em nossas orações.

2. Apesar do esfriamento espiritual, continua crescendo o percentual de brasileiros que se identificam como cristãos

Há os que criticam dizendo que está havendo aumento de números, mas pouca qualidade espiritual. Bem, mesmo que pouco, ao menos está ocorrendo algum acréscimo de discípulos sinceros. Mas, claro, é de lamentar que esteja havendo mais nominalismo que mudança de vida, e não se sabe onde isso vai parar.

3. Os dons de cura e de profecia continuam operando

Isso é o que soa mais ilógico. Mesmo havendo redução drástica na manifestação do dom de línguas como sinal do Batismo no Espírito, não diminuiu a quantidade de profetas (verdadeiros) e operadores de milagres. Aliás, arrisco afirmar que se vê mais curas hoje que 20 anos atrás.

Sobre o dom de profecia, sabemos que há muita "profetada" por aí, mas a corrupção não anula a verdade. Ainda que, digamos, 85% do que é dito como profecia não o seja de fato, ainda há 15% que segue verdadeiro.

4. O ministério de ensino teve alguma melhora

Claro que heresias continuam a aparecer, como sempre foi e será até o mundo acabar. Todavia, a compreensão das Escrituras é bem maior em nossos dias. Havia muita ignorância, e, em resposta, muitos procuraram se voltar para o estudo bíblico-teológico. Além disso, parece que o dom de mestre está um pouco mais presente.

Contudo, alguns exageraram na reação — como costuma acontecer — e parte do movimento contracultural descambou para um racionalismo vazio, que romantiza o passado protestante, supervalorizando os puritanos, os reformados, etc. Há que se ter moderação, temos sim que manter a ortodoxia e dar o devido valor aos séculos de reflexão teológica na Igreja, mas não venerar o passado.

5. O que vem pela frente?

Apesar do cenário nacional não se mostrar animador, tenho muitíssima esperança de que eu ainda vá ver em meus dias um novo avivamento, ao lados dos meus filhos e esposa. De vez em quando eu peço isso a Deus nas minhas (parcas) orações. Mas é quase uma convicção, Yawé vai ter misericórdia de nós e vai fazer tudo de novo, e desse modo, para a glória dele mesmo, o nome do Senhor vai ser reverenciado com temor, assim como se deu em Éfeso certa vez:

Quando isso se tornou conhecido de todos os judeus e os gregos que viviam em Éfeso, todos eles foram tomados de temor. E o nome do Senhor Jesus era engrandecido. (Atos 19.17).