19 de novembro de 2017

O cubo mágico do mundo

43 quintilhões é o número de combinações possíveis do cubo mágico, ou cubo de Rubik. Mais precisamente
43 252 003 274 489 856 000, segundo a Wikipédia.

No reino dos homens não é diferente. As chances combinatórias entre as ações humanas e naturais não são infinitas como se pode pensar. Apenas não cabem no intelecto humano. Mas poderiam ser calculadas com precisão.

O mundo é um grande cubo mágico de combinações finitas.

8 de novembro de 2017

Concluí que o keynesianismo pode funcionar, mas é improvável. Já o liberalismo econômico funciona invariavelmente.

7 de novembro de 2017

Incentivos funcionam

Essa é uma lei econômica, uma lei empírica. Diria ainda, para melhor ou para pior, incentivos funcionam. Isso porque nem sempre se alcança o que se pretendia com o incentivo. Estímulos governamentais, por exemplo, costumam falhar em seus propósitos, mas não deixam de funcionar. Por isso, havendo premiação pelo bom procedimento, mais pessoas vão praticá-lo. E, claro, se um mau comportamento é recompensado, mais indivíduos vão passar a adotá-lo.

1 de novembro de 2017

"Quem nasce grande é monstro."

(Provérbio brasileiro)

6 de outubro de 2017

Há alguns dias discorri superficialmente acerca da divina coerção amorosa. Pois então, estou quase certo de que eu esteja no meio de um processo desses. Creio que os Céus editaram um gracioso decreto autorizador e obrigacional — melhor que uma aprovação é uma determinação de que aquilo deva acontecer. Se o édito foi de fato expedido, todas as coisas vão convergir inevitavelmente para o seu cumprimento. Mesmo as minhas atitudes, decisões e comportamentos serão dirigidos para esse fim, como se por um determinado período de tempo eu me tornasse uma pessoa melhor. Veremos.

26 de setembro de 2017

Agir contra a consciência não é seguro nem correto.

— Martinho Lutero (segundo se atribui).

21 de setembro de 2017

Encerrei o blog absurdeza. Sigo com este apenas.

11 de setembro de 2017

Esquerdistas têm uma fixação doentia por sexualizar as crianças.

— Percival Puggina, com adaptações.

5 de setembro de 2017

O problema da língua franca internacional

Outrora era o grego koiné que servia de língua comum entre povos distintos. Num outro momento, latim. Mais tarde, francês. E por fim, inglês, prevalente no mundo hoje.

Com a ascensão da China, eu me perguntava se o mundo todo acabaria tendo que tentar aprender aquela imensidão de confusos caracteres chineses. Mas dei uma olhada na minha bola de cristal e vi algo: no futuro a língua franca internacional deixará de ser um problema.

A própria necessidade de se estabelecer uma inter-língua desaparecerá. A evolução dos tradutores eletrônicos será tamanha que qualquer um poderá falar, ler e escrever em seu idioma nativo e ser compreendido com clareza em qualquer outro.

Na atualidade as máquinas ainda encontrem dificuldade de transmitir o sentido de uma oração, isto é, mostrar uma forma equivalente a ela na fala estrangeira, porque os mecanismos das diferentes línguas ainda estão sendo mapeados, e não se tem um domínio estrutural profundo delas. Até mesmo a maneira de se formular um raciocínio num idioma costuma ser distinto de outro, daí porque geralmente os computadores produzem uma tradução que não soa natural aos nossos ouvidos.


Não obstante, se um tradutor humano habilidoso consegue fazer essa ponte entre as diferentes linguagens, de modo a fazer que o sentido principal da expressão seja claramente compreensível em outra língua, os computadores também hão de consegui-lo, creio eu, através do aprendizado de máquina, em conjunto com a análise Big Data, assim chamado. Grandes data centers mundo afora vão se auto-programar para encontrar equivalências linguísticas entre os idiomas.

(Esse negócio é tão interessante que nem os programadores entenderão completamente os algoritmos tradutórios, como de fato já ocorre na área da inteligência artificial. Se isso não me dá medo de criar uma revolta das máquinas? Nenhum pouco. Antes, eu temo aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno. Mateus 10.28.)

19 de agosto de 2017

Coerção amorosa

Vezes há que Deus em sua soberania conduz a vontade, o proceder e o agir de um filho seu, e até as circunstâncias, durante certo tempo, a fim de que se cumpram os seus propósitos.

Por falta de um nome melhor, chamei de coerção amorosa. Durante o desenrolar do processo coercitivo, nem sempre se vê o agir certeiro dele dirigindo todas as coisas. Mas há algum tempo venho desenvolvendo certa percepção para isso. 
Noto os fatos à minha volta se encaixando, além de uma alteração no meu próprio padrão comportamental.

Há aquela deliberação celeste que é denegatória, algo como "não, você não pode!". Essa é um tanto mais fácil de ser identificada. As variáveis circunstanciais se colocam como empecilhos, um a um, num encadeamento quase sequencial. Como quando se diz "está tudo dando errado". Nesse caso, insistir é tolice e só vai trazer dor. Se resolvo desistir de levar aquilo adiante, uma paz brota no interior e a ansiedade se dissipa.

(Nota: essa lei costuma funcionar se o indivíduo crê em Deus por meio de Cristo.)

Se os sinais são detectáveis mais rapidamente quando Deus demonstra não consentir, o decreto divino autorizador nem sempre se evidencia de primeira. Nesse caso, vai se constatando que os caminhos se abrem. Parece que a sorte bate na maioria das eventualidades. Quase tudo dá certo. Sem se dar conta, as pessoas envolvidas atuam de acordo com o plano. Eu próprio sou empurrado a proceder de uma maneira melhor que a habitual, como se eu fosse uma pessoa melhor por certo período — nada como ser amorosamente coagido, compelido, empurrado a fazer o que é bom. O final, sem erro, é benigno para todos.

6 de agosto de 2017

Penso que o problema não é o glúten, mas o fato da farinha moderna ser refinada.

24 de julho de 2017

22 de julho de 2017

Fiz as pazes com o pronome possessivo seu/sua, quando referente à terceira pessoa, e aceitei que dele/dela não cobre todos os casos. Estou agora tentando substituir o possessivo da segunda pessoa para teu/tua combinando com "você". Raios partam essa língua imperfeita!

10 de julho de 2017

Por que a cura divina não acontece em certas ocasiões

Essa é uma pergunta difícil, e eu certamente não tenho uma lista de todas as condições para que Deus opere graciosamente. Mas temos discernido algumas razões pelas quais isso ocorre.

I. ENFERMIDADE EDUCATIVA ENVIADA POR DEUS
A cura pode não estar sendo alcançada porque aquela determinada enfermidade foi enviada pelo próprio Deus com um propósito corretivo, pedagógico, educativo.
Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho (Hb 12.6). Paulo, por exemplo, quando acometido de um espinho na carne, orou a Deus para ser curado, mas não foi atendido em razão da necessidade de ele ser disciplinado. Veja-se:
Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. (2Co 12.7,8)
Embora a Bíblia não conte o desfecho desse episódio, entendemos que havendo a correção pretendida por Deus, cessam as causas da enfermidade, e Deus então a retira. De fato, isso se deu na conversão de Paulo:

Os que estavam comigo me levaram pela mão até Damasco, porque o resplendor da luz me deixara cego. (At 22.11).
Mais tarde, no entanto, o Senhor ordenou que um cristão chamado Ananias operasse a cura:

Então Ananias foi, entrou na casa, impôs as mãos sobre Saulo e disse: "Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo". (At 9.17).

E como saber se a enfermidade vem para nos corrigir? Bem, não há uma resposta única. O Espírito Santo é quem pode revelar isso à pessoa. Por esse motivo, quando você estiver diante de uma enfermidade, não ignore a sensação de que você precisa se corrigir com o Pai Celeste.

II. FALTA DE FÉ
Essa é a causa mais comum, acredito. Há ao menos três passagens bíblicas que dão apoio a essa compreensão:

E [Jesus] não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles. (Mt 13.58).
E a oração feita com fé curará o doente. O Senhor o levantará. (Tg 5.15a).
Então os discípulos se aproximaram de Jesus em particular e perguntaram: "Por que não conseguimos expulsá-lo?" Ele respondeu: "Por que a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhes será impossível. (Mt 17.19,20) 
(Conquanto essa última passagem se refira a libertação, o princípio é o mesmo: é necessário fé bastante).

A fé pode proceder tanto do indivíduo enfermo, quanto de quem estiver orando por ele, ou ainda daqueles estiverem intercedendo por essa cura. Se ao menos um deles tiver fé suficiente, o poder do alto deverá operar.

Um exemplo da fé advinda do enfermo está em Atos:
"Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem tinha fé para ser curado, disse em alta voz: 'Levante-se! Fique de pé!' Com isso, o homem deu um salto e começou a andar. (At 14.9,10).
Vemos a fé dos intercessores no seguinte texto:
Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico, deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados". [...] disse ao paralítico: "Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa". (Mt 9.2-6).
Anote-se, entretanto, que como Jesus perdoou os pecados daquele paralítico, é certo que o próprio enfermo estava entre aqueles em quem Jesus enxergou fé. Não obstante, entendemos que a fé dos intercessores bastaria para a cura dele.

Por fim, a certeza do operar divino pode proceder daquele que está orando, mesmo que a fé do doente seja muito pequena. Nesse particular, não conheço um texto das Escrituras que explicite isso com clareza, mas é inferível. Podemos ver algo assim no dia de pentecostes:
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. (At 2.4-6).
Embora já fosse promessa divina, a fé que instrumentalizou o derramamento do Espírito procedeu dos discípulos de Jesus, pois nos dias anteriores eles vinham orando continuamente (At 1.14). Ali em pentecostes, até mesmo aqueles que não eram seguidores de Jesus, receberam um sinal miraculoso operado nos ouvidos da multidão, pois cada um ouvia o falar em línguas dos santos como se esses estivessem falando na língua materna do ouvinte, como quem tivesse recebido a interpretação das línguas. De modo que a fé adveio dos santos em Jerusalém, mas o milagre alcançou os homens de pouca (ou nenhuma) fé.


III. CONSEQUÊNCIA DE PECADO NÃO CONFESSADO
Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemerPois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Pausa. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: "Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado. (Sl 32.3-5).
Não é preciso ser cientista para saber que aquele que se enferma da mente também sujeita o organismo a adoecer. Imagine-se alguém que por anos nutre uma mágoa profunda, ora, ele estaria também submetendo o próprio organismo ao risco de enfermar. Eu, certa vez, fiquei tão aflito e angustiado com uma circunstância que comecei a sentir frio ao ponto de ter que me agasalhar — num dia de calor.

Davi, como se vê no texto acima, estava padecendo fisicamente pelo pecado que estava tentando acobertar. E o texto sugere ainda que o próprio Yawé também estava o afligindo, já que a mão dele pesava sobre Davi. Isso o consumiu até o dia em que resolveu confessar aquela transgressão a Deus e rogar pelo perdão dele. Só assim é que Davi pôde sentir a liberação da culpa que estava o corroendo.

4 de julho de 2017

No Brasil é preciso ter papéis, muitos papéis, literalmente (não figurativamente).

24 de junho de 2017

Torno a dizer, a tradução bíblica brasileira NVI é melhor que a correspondente a ela na língua inglesa (NIV) — difícil de acreditar, né? Fato é que a edição nacional chegou a um ótimo ponto de equilíbrio entre a funcionalidade e a literalidade.

22 de junho de 2017

Tenho feito experimentos mentais léxico-heterodoxos. Substituo clandestinamente a expressão "de vocês" por "vosso". Amostra, "pais, vocês já levaram o vosso filho ao médico?".

6 de junho de 2017

App Offline da Bíblia ARA e NVI

Entre neste link — para baixar o aplicativo que possui a tradução bíblica Almeida Revista e Atualizada (ARA) e Nova Versão Internacional (NVI) que podem ser lidas offline.

De mais a mais, o app para Android, Bíblia Sagrada do desenvolvedor Life.Church, tem se mostrado o mais completo. Além da ARA e NVI, há muitas outras, inclusive de outras línguas, como Esperanto. Um pequeno inconveniente, no entanto, é que é preciso se cadastrar no aplicativo para poder baixar a versão offline das Bíblias.

3 de junho de 2017

IDO REFERENCES

Ido is an improved Esperanto, this is, a simple, logical and easy to learn constructed language, that aims to be an auxiliary international language. Here are some materials about.

IMPORTANT LINKS


MEETING IDO SPEAKERS

DICTIONARIES

ENGLISH: LEARN IDO

  • Learn Ido – A Modern Language: Webpage | PDF
  • Basic grammar: Webpage | PDF
  • Ido Memrise course: Link
  • Book "English course for learning Ido": PDF
  • Ido introduction: PDF

ESPAÑOL: APRENDE IDO
  • Curso Iniciación a la lengua Ido: Página-Web
  • Libro "Kurso di Ido": PDF
  • Libro "Gramática de Ido": PDF


PORTUGUÊS: APRENDA IDO
  • Resumo da gramática: PDF
  • Frases úteis: PDF
  • Site brasileiro com vários projetos sobre Ido: Página-web

2 de junho de 2017

Italiano é na certa a língua mais bela do mundo.

28 de maio de 2017

1 mês sóbrio

Estou há um mês sem me deter em leituras ou debates político-econômicos. Tenho me sentido muito bem.

23 de maio de 2017

Artificial languages (conlangs) popularity

There's a way to deduce how popular is certain auxiliary language (also constructed or planned language), through the number of group members in Telegram app, as well as articles written in it on Wikipedia. Let one see it:


Telegram Groups
  1. Esperanto: 1.3 thousand. There are also several other smaller groups organized by country or subject.
  2. Ido: 61 members.
  3. Volapük: 34 members. (This one is actually called "Esperanto - Volapük", so one deduce it's not purely in volapük).
  4. Interlingua: 10 members.
  5. Interlingue (Occidental): Group not found.
  6. Novial: Group not found.


Wikipedia Articles
  1. Esperanto: 239 thousand.
  2. Volapük: 120 thousand.
  3. Ido: 27 thousand.
  4. Interlingua: 20.5 thousand.
  5. Interlingue (Occidental): 3.6 thousand.
  6. Novial: 1.6 thousand.

Volapük — in second place — is surprising. I've read somewhere it's actually a robot that has translated many of the articles, but I don't know whether it proceeds.


The Wikipedia version denominated Simple English has 124.7 thousand articles, but as it seems, it doesn't use exclusively Basic English, for that reason it wasn't listed.

There's also a Wikipedia version for Lojban with 1.2 thousand articles (also surprising), but Lojban seems to be much more a proof-of-concept than an auxiliary international language.


The conlang called Elefen has 34 members in Telegram, but once it hasn't a Wikipedia version, it was not included.

Esperanto, for sure, is the most spoken conlang by far. One claims that there are more than 500 thousand speakers world wide. Ido is supposed to be in second place in number of speakers, and it is said to have a few hundred speakers.

5 de maio de 2017

Cheguei à conclusão de que o Brasil historicamente tinha tudo para que fosse muito pior do que é. Temos que ser gratos a Deus por não sermos de "quarto" mundo.

3 de maio de 2017

Neymar Barcelona e Seleção

Ocorre vários casos de um futebolista jogar muito no time dele, mas não apresentar o mesmo desempenho na seleção do país dele. O caso de Neymar, no entanto, é o reverso, na seleção brasileira, ele é muito fera, mas no Barcelona não tanto.

27 de abril de 2017

Novo blog: Absurdeza

ATUALIZAÇÃO, 21/09/17: Foi encerrado o blog Absurdeza.

Além deste blog, criei outro: ABSURDEZA.

O mote dele é "histórias um tanto descoladas da realidade". Pretendo publicar ali histórias e ideias sem nenhuma lição de fundo, apenas com certa absurdeza.

23 de abril de 2017

Pedalinhos, sempre quebrados. Mas o poder público continua comprando para colocar nos lagos.

22 de abril de 2017

A Trilha de Calvino

E se cada mal que cometi tivesse sido absolutamente inevitável? Se a perdição e a dor dos homens não pudessem ser mudados em uma vírgula sequer? E fosse terminantemente irrevogável a frieza que se abateu sobre nossos dias?

Desejável morfina para minha alma.

Quem sabe Calvino estivesse certo. A trilha seria um tanto menos espinhosa.

17 de abril de 2017

Nunca sabemos de nada

Ao que tudo indica, a vitória de Roussef em 2014 contribuiu decisivamente para afastar o país da tragédia venezuelana (ao menos nesta geração). Por vias oblíquas, o caminho da liberdade talvez esteja sendo traçado, ainda que uma mudança mais profunda leve mais tempo.

12 de abril de 2017

Keynesianismo e Desenvolvimentismo são a mesma coisa?

Não.

Produzir desenvolvimento num país pobre não era o que pretendiam as ideias de John Maynard Keynes, e sim combater crises econômicas. Para o lorde inglês, quando houvesse recessão, isto é, o capitalismo sofresse um ciclo de baixa atividade econômica, o governante deveria tomar dinheiro emprestado e gastar, não importando em que, a fim de gerar efeitos anticíclicos. Passada a crise, o governo então economizaria e pagaria as dívidas. Veja-se que isso é tenuemente distinto da concepção de levar o progresso para o "terceiro mundo". Sem mencionar que João Queines tinha um público bem definido: o mundo euro-americano, ou seja, países que já eram ricos.

Já o Desenvolvimentismo é uma doutrina voltada para os governos

latino-americanos, que foi sedimentada pela CEPAL, e tem em Celso Furtado o possível maior representante brasileiro. Prega que o crescimento deveria ser induzido pelo governo através de regulações e grandes "investimentos" em infraestrutura, mesmo que a base de empréstimos. Paulo Roberto de Almeida, diplomata e economista, chama essa ideia de "keynesianismo de botequim": enquanto o economista britânico falava numa medida temporária para conter uma crise, o furtadismo fala em desenvolvimento por meio da gastança. (Isso, aliás, é tudo que os políticos mais querem: torrar dinheiro alheio, comprar sem pagar.)

E como diz o provérbio brasileiro, juntou a fome com a vontade de comer. De fato, gastar mais do que se arrecada é a tradução de grande parte da história nacional, desde a proclamação da república. Resultado: nunca saímos do zero a zero. Pior, recentemente tomamos 7 a 1 no PIB.


O articulista John Tamny, com razão, chama atenção para o fato de que as obras da Copa e das Olimpíadas deveriam ter, segundo os keynesianos, produzido uma solução anticíclica, trazendo um novo crescimento ao PIB. Os dispêndios desses "investimentos" somam — pelo menos  R$ 66 bilhões em infraestrutura, mas vejam só, além do endividamento, herdamos a maior recessão em décadas. Só se produziram efeitos pró-cíclicos e um enorme retrocesso econômico  precisamente o inverso do que postulava Keynes e Furtado. Vivi o suficiente para ver o estrago que isso causou, todos nós ficamos mais pobresKeynes nos keimou. Furtado nos furtou.

PS. Vou confessar uma grande tolice minha, eu comemorei no dia em que o país ganhou o "direito" de sediar as Olimpíadas. E fui contra os que criticavam as despesas com a Copa. Como keynesiano, acreditava que aqueles gastos iriam redundar em crescimento econômico. Faltava-me ler o que dizia o economo-liberalismo, pois o que aconteceu foi que o governo atraiu capital da iniciativa privada e jogou no ralo, sem produzir riqueza para a nação. Cada vez que ele toma emprestado, tira dinheiro do mercado produtivo e o transforma em improdutivo, já que os investidores param de financiar o empreendedorismo e correm emprestar para o governo.

7 de abril de 2017

Segundo um estudo, o Brasil é um caso de sucesso na redução do uso de cigarro. Em 25 anos, a porcentagem de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. (Fonte).

Comento: pelo menos 1 gol contra 7 😆


Brincadeirinha, as coisas boas devem ser comemoradas.

3 de abril de 2017

NOTAS SOBRE O EVANGELHO NO PAÍS

1. O fervor no Espírito está minguando

Isso não é uma crítica, apenas um fato. O avivamento que se deu no Brasil em 53 e 54 reverberou até por volta do ano 2.000. Lembro que no começo dos anos 90 o derramamento do Espírito era maior, a ponto de este que vos fala ter sido batizado no Espírito com cerca de 9 anos de idade.

Porém, o século virou, o fogo virou — virou brasa apenas. É cada vez menor o número de convertidos que são batizados no Espírito Santo. As vigílias retiradas em que os renovados experienciavam a visitação do Alto e os gravetos se acenderem, agora são só história. Não nos quebrantamos mais, nem urramos de arrependimento ou derramamos lágrimas em nossas orações.

2. Apesar do esfriamento espiritual, continua crescendo o percentual de brasileiros que se identificam como cristãos

Há os que criticam dizendo que está havendo aumento de números, mas pouca qualidade espiritual. Bem, mesmo que pouco, ao menos está ocorrendo algum acréscimo de discípulos sinceros. Mas, claro, é de lamentar que esteja havendo mais nominalismo que mudança de vida, e não se sabe onde isso vai parar.

3. Os dons de cura e de profecia continuam operando

Isso é o que soa mais ilógico. Mesmo havendo redução drástica na manifestação do dom de línguas como sinal do Batismo no Espírito, não diminuiu a quantidade de profetas (verdadeiros) e operadores de milagres. Aliás, arrisco afirmar que se vê mais curas hoje que 20 anos atrás.

Sobre o dom de profecia, sabemos que há muita "profetada" por aí, mas a corrupção não anula a verdade. Ainda que, digamos, 85% do que é dito como profecia não o seja de fato, ainda há 15% que segue verdadeiro.

4. O ministério de ensino teve alguma melhora

Claro que heresias continuam a aparecer, como sempre foi e será até o mundo acabar. Todavia, a compreensão das Escrituras é bem maior em nossos dias. Havia muita ignorância, e, em resposta, muitos procuraram se voltar para o estudo bíblico-teológico. Além disso, parece que o dom de mestre está um pouco mais presente.

Contudo, alguns exageraram na reação — como costuma acontecer — e parte do movimento contracultural descambou para um racionalismo vazio, que romantiza o passado protestante, supervalorizando os puritanos, os reformados, etc. Há que se ter moderação, temos sim que manter a ortodoxia e dar o devido valor aos séculos de reflexão teológica na Igreja, mas não venerar o passado.

5. O que vem pela frente?

Apesar do cenário nacional não se mostrar animador, tenho muitíssima esperança de que eu ainda vá ver em meus dias um novo avivamento, ao lados dos meus filhos e esposa. De vez em quando eu peço isso a Deus nas minhas (parcas) orações. Mas é quase uma convicção, Yawé vai ter misericórdia de nós e vai fazer tudo de novo, e desse modo, para a glória dele mesmo, o nome do Senhor vai ser reverenciado com temor, assim como se deu em Éfeso certa vez:

Quando isso se tornou conhecido de todos os judeus e os gregos que viviam em Éfeso, todos eles foram tomados de temor. E o nome do Senhor Jesus era engrandecido. (Atos 19.17).

30 de março de 2017

O problema do socialismo é que uma hora o dinheiro dos outros acaba.

— Margaret Thatcher, tradução livre.

22 de março de 2017

Diz-se que os EUA são um país, mas Minas Gerais é um estado. Mistérios da língua. Dizem que Minas Gerais vai de singular porque não leva artigo.

Mas isso não é tudo, a Norma Culta também aceita "as Minas Gerais", caso em que o exemplo acima ficaria "as Minas Gerais são um estado".

Ba-dum-tss!

21 de março de 2017

O povo brasileiro sendo envenenado e o que Temer faz é papagaiar que a carne podre não passa de um caso isolado.

15 de março de 2017

Algumas vezes aconteceu de, em certa fase da vida, pensar de uma determinada maneira, mas passado os anos, me convencer da ideia oposta. Mais adiante no tempo, porém, voltar a adotar a primeira concepção. E por fim, arrazoar que não existe solução simples para aquilo.

12 de março de 2017

Liberlândia

Pedi cidadania de Liberland. Vamos ver se vão me dar.

Atualização, 23/03/17. Ainda que Liberland seja apenas fictícia, não me concederam cidadania. Disseram que eu deveria merecer, contribuindo financeiramente com eles. Justo.

9 de março de 2017

Socialista nunca fui, felizmente. Mas eu era o que pode ser chamado de social-democrata e keynesiano. Depois me tornei libertário por pouco tempo, e agora me alinho com o conservadorismo e o liberalismo econômico.

8 de março de 2017



Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

— Drummond, 1930, trecho do "Poema de Sete Faces"

22 de janeiro de 2017

A história do mundo — um olhar ateísta

A Terra foi a pique muito rapidamente. O ecossistema entrou em colapso, o alardeado desequilíbrio ambiental passou de preocupante para aterrador. Acidentes nucleares, terremotos, maremotos, aquecimento global. Por fim, a espécie humana se extinguiu junto com todos os seres viventes. E assim como a vida nunca teve nenhum sentido, a morte de tudo não representou nada para ninguém. E tudo continuou vazio como sempre foi e sempre será. Fim.

20 de janeiro de 2017

Seja Trump ou Hillary, meu palpite é que os EUA vão continuar com um crescimento econômico baixo nas próximas décadas por causa do gigantesco tamanho da máquina imperial. Para a infelicidade deles, tudo indica que o destino dos americanos já está traçado, a era americana parece estar chegando ao fim. Uma pena.