25 de fevereiro de 2016

Persianas e calhas nunca funcionam direito. Mas todo mundo continua instalando.

24 de fevereiro de 2016

Em 2011 a Hillsong deixou o estilo Integrity Music (com metais de sopro) e passou a adotar um estilo que era prata da casa, o da Hillsong United (aquele em que duas ou três guitarras são dedilhadas durante toda a execução da música). Curiosamente a United passou a fazer um pop gravado em estúdio desde então.

23 de fevereiro de 2016

Calvinismo ou Arminianismo, Quem Está Certo?


Esse embate inquietou a minha alma por um longo tempo até eu concluir que é preciso aceitar que há base bíblica para as duas proposições. Ambas as doutrinas estão, a meu ver, certas.

Cada corrente, entretanto, ao confrontar um texto bíblico que favorece a doutrina oposta, usa de artifícios interpretativos para afastar o sentido natural. Vou dar dois pequenos exemplos, começando por um texto que favorece o lado arminiano:

Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. (Mt 23.37, NVI).

Note que o sentido natural do texto pende para o arbítrio humano, já que Jesus usa o termo "querer". Por isso, para afastar esse "arminianismo", a corrente calvinista vai explicar, dentre outras coisas, que ninguém pode "querer" a Cristo, porque a raça humana está totalmente corrompida pelo pecado, de modo que a fé só poderia ser manifestada se aqueles judeus de Jerusalém tivessem sido eleitos previamente. Assim, eles não quiseram porque não estavam predestinados a isso.

Eis o problema, na prática estão afirmando que o texto não diz o que diz. O sentido natural de "querer" é contornado para dar lugar ao sentido de que o "querer" não é "querer" realmente. Ora, Jesus, ao falar daquela maneira, está insinuando justamente que existia contingência nesse querer.

Agora vamos a um texto que favorece o calvinismo:

Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. (At 13.48, ARA).

Qual o sentido natural da passagem? Que aqueles que vieram a crer o fizeram porque estavam destinados a isso. Simples assim. O texto insinua que exista um fatalismo no que concerne a soteriologia. Mas os arminianos clássicos diriam que Deus já os havia predestinado a tanto em razão da pré-ciência dele. Isto é, Deus já sabendo de antemão que eles não iriam rejeitar a graça, já os havia destinado a crer.

Está aí o mesmo problema. Quando alguém diz que essa destinação decorre do pré-conhecimento divino, estão declarando que o texto não está dizendo o que está dizendo. É um artifício para negar o que figura ser um determinismo de eventos.

Portanto, de um lado, a Escritura dá a entender que a salvação advém de uma escolha da parte de Deus que executa a predestinação individual sem levar em conta nada no homem, nisso incluso a fé ou qualquer resposta humana à graça. Ou, nas palavras calvinísticas, a eleição é incondicional. Até mesmo porque, argumentam, que a possibilidade de livre-arbítrio daria à pessoa participação na salvação e que isso daria a ela algo de que se gloriar.

De outro lado, contudo, a Bíblia também dá a entender que a salvação é concedida para aqueles que respondem com fé à operação graciosa do Espírito. Afirmam os arminianos que aquele que é tocado pela graça consegue naquele momento exercer o livre-arbítrio dele e então pode aceitar ou rejeitar a Mensagem da Cruz. A eleição, argumentam, seria condicional, ou seja, estaria condicionada à fé.

Os dois lados têm perfeito fundamento bíblico -- na minha humilde visão.

Não seria, entretanto, um paradoxo ter a ambos como proposições igualmente verdadeiras? É um aparente paradoxo. Eu diria que é um mistério. Um mistério que ainda não pode ser inteiramente compreendido, assim como é um mistério a triunidade de Deus. De outro modo, como compreender o enunciado matemático de que duas retas paralelas se encontram no infinito?

Por isso acredito que há um mistério no que diz respeito à salvação: ela envolve eleição e fé.

22 de fevereiro de 2016

Estou crendo que vai vir sobre nós um novo avivamento, semelhante ou maior que aquele que ocorreu em 1953 e 54. Talvez, possivelmente, quem sabe, uma pontinha aqui e ali já esteja acontecendo em lugares diferentes. Se isso for verdade, nosso chão vai ser abalado.

19 de fevereiro de 2016

A MULTIPLICIDIDADE DE DENOMINAÇÕES CRISTÃS

Direto ao ponto: isso é bom.

A cada dia me convenço mais disso. Estou propenso a acreditar que o plano de Deus era justamente esse, que quando se consolidasse o cristianismo pelos reformadores, houvesse variados ministérios eclesiásticos ao redor do mundo. Eu mesmo já me juntei a igrejas de organização congregacional, presbiterial e episcopal. E fui edificado em cada uma delas. Vi as virtudes e dificuldades de cada uma, e cada qual conseguiu certo avanço na propagação do Evangelho em áreas diferentes e sobre grupos diferentes.

É certo, de outro lado, que essa diversidade denominacional traz também problemas, como aparecimento de grupos sectários, ou de epíscopos corrompidos ou daqueles que dão mal testemunho da conduta cristã. Entretanto, essas coisas já estavam, por assim dizer, previstas. Jesus mesmo já tinha nos avisado de que haveria lobos atacando as ovelhas e que, nas palavras dele, "era necessário que os escândalos viessem".

(Adendo: Os apóstolos também já haviam nos precavido de que surgiriam falsos profetas fazendo que muitos acreditassem neles, tal como se levantaram, por exemplo, Joseph Smith, Helen White, a Torre de Vigia, Reverendo Moon etc).

Devemos nos lembrar que o Reino de Deus pertence a Deus -- e não a nós homens. É o próprio Yawé que guia a Igreja dele. E Deus em Cristo decretou nas Escrituras que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. Ora, se Deus tencionasse impedir o aparecimento daqueles que difamam o Caminho, assim teria sido. De modo que está absolutamente fora do controle dos homens o surgimento ou não de igrejas autodenominadas cristãs que apresentam base doutrinária falha ou mesmo ensinos heréticos.

Tais igrejas, contudo, jamais anulam o Reino de Deus e nem impedem que obreiros sérios sigam anunciando o Evangelho, que é a missão de obedecer aos mandamentos de Cristo Jesus e ensinar outros a fazer o mesmo.

E a realização dessa grande tarefa se torna muito mais versátil quando há descentralização dos centros evangelísticos, para o que coopera em grande parte o fato de haver múltiplas denominações (realmente) cristãs.

17 de fevereiro de 2016

Se de fato Jesus é o Filho de Deus, não haveria fato no mundo que fosse mais importante que esse. Muda tudo.