16 de dezembro de 2015

A NVI Brasileira e a NIV Anglófona

Por incrível que pareça fizeram um trabalho melhor na tradução da Nova Versão Internacional no Brasil que na tradução inglesa New International Version (2011), no que diz respeito ao NT especificamente.

A despeito de a comissão tradutora brasileira não contar com um time tão grande de eruditos quanto a comissão anglófona, os brasileiros, a meu ver, se saíram melhor. A versão inglesa frequentemente extrapola no uso da equivalência funcional. É certo que a leitura ficou leve e soa natural para um falante da língua inglesa, o problema é que o texto grego base do NT já tem dois milênios de idade e, portanto, possui uma gama de perícopes cuja tradução não pode se distanciar muito da literal, porque nesses casos o sentido original não encontra um equivalente linguístico moderno. De modo que muitas vezes a NIV emprega uma tradução que só poderia ser considerada uma conjectura do sentido original, porque não dispomos de segurança suficiente em adotá-la. E realmente não creio que os tradutores têm essa certeza. Por isso, a NIV anglófona acabou próxima de ser uma paráfrase em muitos pontos.

Já a NVI brasileira é mais contida no emprego da tradução funcional. Poucos são os textos em que ela vai além do que poderia ser traduzido com segurança. Ao menos na parte do NT, ela chegou mais ou menos perto do ponto ideal — na minha humilde opinião.

4 de dezembro de 2015

Muitos pensam que bastaria eleger "bons" governantes que a corrupção acabaria e a economia cresceria significativamente. Eu também pensava assim. O problema é que todos os governos do mundo tendem à corrupção e à burocracia. Não existem governos "iluminados". Se, no entanto, o tamanho governamental for reduzido ao mínimo possível, mínima será a corrupção.

Quanto mais atribuições tiver o governo, maiores são os impostos e maior é a corrupção. É um círculo vicioso. O resultado é sempre o mesmo: o fruto do trabalho suado do povo termina nas mãos de políticos (como o que se deu na Petrobrás recentemente) e daqueles que fazem conchavo com o governo (como Odebrecht, Camargo Correa, banqueiros, etc.). Isso ocorre em todo lugar — mesmo nos países ricos.

Não existe mágica governamental. Para satisfazer o apetite dos políticos, eles terão que produzir inflação e elevar os impostos. Essa conta sempre aparece mais cedo ou mais tarde, e quem vai pagar não é FHC, Lula, Dilma, Aécio, nem os ricos empreiteiros e nem os banqueiros Daniel Dantas e André Esteves. Quem paga a conta é o povo — quando comprar o arroz e o feijão de cada dia. Ao invés de resolver os problemas, os governos só empobrecem o povo. Ao invés de criar riqueza, eles tomam do povo e entregam aos ricos.

É bobagem acreditar no governo (independente de quem esteja no poder). O que precisamos é defender uma limitação do poder governamental a apenas as funções judicial, consular e de segurança.

P.S. Se você tomou um choque cultural com essas ideias, saiba que eu também tomei quando tive contato com o Libertarianismo.