31 de janeiro de 2015

Lições da Minha Geração: Impérios e Teorias Econômicas

Vivi o bastante ver que um império econômico de uma empresa não dura para sempre. A Microsoft se ergueu e se tornou um imenso monopólio imbatível de software, mas olhei novamente e vi dois gigantes se levantarem rapidamente e tomar o lugar dela: Google e Facebook. Um terceiro também se levantou, mas este não era tão novo quanto os dois primeiros: a Apple — uma azarona, vinha sempre em segundo lugar no encalço da Microsoft, mas de uma hora para outra passou a valer mais que ela.

O mesmo se pode dizer de impérios nacionais: não duram para sempre. Assim como um certo dia, perto da virada do século 19 para o 20, os Estados Unidos sobrepujaram o poderoso império britânico, outro dia, no final de 2014, a China ultrapassou o poderoso império americano (veja aqui).

A ascensão chinesa é em vários aspectos uma história singular. Não faz muito tempo, a China foi invadida por uma pequena ilha chamada Japão, durante a Segunda Grande Guerra. Na sequência sofreu um levante armado interno que fez dela uma economia estatizada, o que engrossou a multidão de camponeses na miséria. Mas ainda adviria outra reviravolta, de três ou quatro décadas para cá, ela se levantou como alguém que acorda inesperadamente do coma. Com um crescimento econômico vertiginoso, em poucos anos se tornou a maior economia do mundo.

E não pára por aí. O modo como os chineses se ergueram é também ímpar, porque é inédito na história humana. Nenhuma nação alcançou desenvolvimento dessa maneira, acho curioso como não ouço ninguém falar sobre isso. Há ao menos cinco razões para tanto: não há liberdades democráticas, o governo é muito corrupto, a economia está sob rígido controle estatal, há larga frouxidão fiscal e a dívida chinesa é astronômica (algo em torno de 250% em relação ao PIB) — cinco fortíssimos motivos para detonar qualquer país (vide Brasil). Note que governos ditatoriais são extremamente corruptos, pois a manutenção no poder depende de uma cadeia de trocas espúrias. Mas pelo que ando lendo, o presidente Xi Jinping está tentando mudar isso por lá, o que seria mais um fato sui generis, já que ditadura é sinônimo quase certo de corrupção.

Ps. Não estou com isso defendendo ditadura, corrupção, frouxidão fiscal, sobreendivadamento governamental, supressão das liberdades civis, controle estatal da economia — longe de mim tal coisa.
Tenho a impressão que está se desvanecendo a cultura brasileira de chegar atrasado em compromissos.

27 de janeiro de 2015

Espere do seu filho o que você fez ao seu pai. (Tales de Mileto).

Tales de Mileto
Na Grécia Antiga, por volta do ano 500 aC, havia um sentimento de que as gerações nascentes estavam se tornando rebeldes, e por isso se degenerando. Tales de Mileto, ao dizer aquela célebre frase, talvez quisesse lembrar aos compatriotas gregos que eles próprios haviam de alguma forma se rebelado aos pais deles, e justamente esse comportamento é que deveria ser esperado da nova geração.

Não é de hoje que temos a impressão que as gerações posteriores à nossa estão se perdendo. Contudo, esses temores nem sempre são fundados -- nem sempre.

No Brasil, ao contrário do que pode se pensar, as gerações novas estão, ao que tudo indica, avançando. "Mas o que dizer do aumento do uso de drogas e dos índices de criminalidade?", alguém pode objetar. Em certo aspecto esse questionamento é procedente, porém esse não é o único movimento em andamento em nossos dias. Há outro.

Jovens brasileiros, muitos deles, estão abrindo os corações para a Verdade. Qual verdade? A única que importa. A de que a solução para os conflitos da vida não está no governo, nas ruas, nem no pensamento ocidental propagado em filmes e novelas, mas sim no entendimento de que Jesus é de fato o Filho de Deus. É fato que muitos dos que se dizem seguidores de Cristo não são realmente, todavia é igualmente verdade que outros tantos verdadeiramente estão se agarrando aos pés de Cristo com toda força do ser, e por consequência abandonando a velha vida e vivendo a nova. Algo semelhante está em marcha há algumas décadas na China e na Coreia do Sul. Geração após geração tem levantado a voz -- não para incitar rebeliões, mas para proclamar uma antiga verdade oriental: Não há vida fora de Deus em Cristo.

Já nas nações ricas do ocidente as novas gerações tem caminhado na direção diametralmente oposta. Ao contrário do que se deu em tempos não tão distantes quando lá fervilhava ardentemente o desejo de retornar às raízes da Mensagem de Cristo, hoje uma mudança entristecedora se apossou deles. Estão obstinados em cortar o papo "retrógrado" do passado. Agora são humanistas. Exaltam o ser humano como estando no centro de tudo. Alguns buscam se tornar cidadãos conscientes (como se isso fosse um fim em si mesmo), outros se juntam a movimentos pela liberalização sexual e pelo hedonismo. Não gostam da ideia de que cada um vai ter que prestar contas de si mesmo a Deus, e lacram os ouvidos quando alguém diz a eles para se arrepender e se voltar ao Criador. Não querem mais nada com Deus. Eles se tornaram senhores de si, rejeitando o senhorio de Cristo. Nesses lugares, de fato, a cada sucessão de jovens, mais distantes ficam, se perdendo paulatinamente, geração após geração.

25 de janeiro de 2015

Hino Nacional da África do Sul, Deslumbrante



Segundo a Wikipédia em português, a tradução é:

Deus abençoe a África
Que suas glórias sejam exaltadas

Ouça nossas preces
Deus nos abençoe, porque somos seus filhos

Deus, cuide de nossa nação
Acabe com nossos conflitos
Nos proteja, e proteja nossa nação
A nação da África do Sul, África do Sul

Dos nossos céus azuis
Das profundezas dos nossos mares
Sobre as grandes montanhas
Onde os sons se ecoem

Soa o chamado para nos unirmos
E juntos nos fortalecermos
Vamos viver e lutar pela liberdade
Na África da Sul a nossa terra.

17 de janeiro de 2015

Não há conhecimento acerca de Deus que passe à parte de Jesus. E não há conhecimento acerca de Cristo que passe à parte das Escrituras.

15 de janeiro de 2015

Uma das coisas que o envelhecer me fez compreender é que existe uma linha tênue entre a integridade e a corrupção. É preciso ter cuidado, a integridade meia-fase tende para a degeneração, e um abismo chama por outro. Estar disposto a abrir mão de regalias, direitos e razões é fundamental para se manter correto.