21 maio 2018

O TRILEMA DE LEWIS

Você pode até querer ignorar, mas precisará fazer uma escolha depois de ler.


Algumas declarações que Jesus fez acerca de si mesmo são tão soberanas que não podem escapar a uma confrontação. Afinal, como alguém poderia dizer coisas como "Eu sou a ressurreição e a vida", "O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido", "Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas", "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem", "Eu sou o pão da vida", "Antes de Abraão, Eu Sou"?


Em 1952, C. S. Lewis, com muita propriedade, demonstra que só há três conclusões possíveis para tamanhas alegações de Jesus: 1) Ele era um louco e estava delirando ou; 2) Ele era um mentiroso maligno ou; 3) Ele era verdadeiramente Deus em pessoa.

Nas palavras do escritor britânico:
Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a tua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode se prostrar a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. (Cristianismo Puro e Simples).
Para Lewis, seria um absurdo considerar Jesus como um sábio com bons ensinamentos. Ou Jesus era, de fato, o Senhor do universo ou sofria de alguma megalomania fora do comum. Por isso, conclui: "Agora, parece-me óbvio que Ele não era nem um lunático nem um demônio, consequentemente, por mais estranho, assustador e inacreditável que possa parecer, tenho que aceitar a ideia de que Ele era e é Deus".

E você, qual dos três escolherá: Jesus era louco, era mentiroso ou era Deus?

20 maio 2018

A necessidade de perdão divino fará mais sentido se primeiramente o indivíduo compreender que ele é um pecador sentenciado à morte.

14 maio 2018

O outro lado do vira-latismo brasileiro

Dizem que sofremos do complexo de vira-lata. Esse fenômeno, de fato, parece não se dar em outros países pobres, ou, ao menos, não de maneira tão acentuada, quer nos vizinhos latino-americanos quer na África. Ao que se pode constatar, trata-se realmente de um brasileirismo.

Há, contudo, algo de contraintuitivo. Se por um lado, nosso sentimento de inferioridade é apontado como possível fonte do nosso fracasso, de outro, está talvez ajudando a pavimentar a estrada para nossa redenção.


A pergunta é: aonde queremos chegar? Seria atingir o desenvolvimento, alcançar os níveis sócio-econômicos do chamado primeiro mundo? Mas pense por um momento: para que desejamos isso? O que isso quer dizer? E quando tivermos chegado a esse lugar mágico, o que virá então?

Não se deixe enganar, a paz que todo homem almeja não se alcança por meio das estruturas político-econômicas. Um país não passa de um território com um pedaço de pano hasteado. Esta nação é apenas um instrumento e não um fim em si mesmo. Porque está escrito que Deus fez todos os povos para que povoassem toda a terra, tendo determinado de antemão os tempos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Ele fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora ele não esteja longe de cada um de nós (At 17.26,27). E aqueles que nele esperam vivem como estrangeiros e peregrinos na terra. Esperam uma pátria melhor, a pátria celestial (Hb 11.16).

Portanto, meus compatriotas, sejamos vira-latas. Quem sabe rompendo nosso tolo orgulho territorial, aceitemos humildemente o socorro do Alto, e, ao final, nos tornemos cidadãos de uma pátria incomparavelmente melhor. E não somente nós brasileiros, mas todos os povos, línguas e nações que se rebaixarem e admitirem que não podem salvar a si mesmos.

12 maio 2018

Anos 90, alguém se levanta e diz que se a sociedade engolisse o que a Globo e a mídia estavam martelando, logo logo o homossexualismo seria ensinado às crianças pelos próprios professores. Rapidamente, porém, os intelectuais e artistas retrucaram: isso não passa de terrorismo e alarmismo.

02 maio 2018

30 abril 2018

NO FINAL, QUEM SERÁ "LIBERAL"?


O que chamamos de liberal brasileiro, poderá se tornar o esquerdista de amanhã.


Há poucos anos firmou-se no Brasil um movimento direitista. Como defendiam o liberalismo econômico, identificaram-se como liberais, resgatando o significado original do termo. Neste exato momento, podemos dizer que a designação liberal para essa nova corrente "pegou" por aqui. Mas existem outras forças em movimento, as quais podem, ao final, fazer inverter o seu sentido. Não se trata de uma conspiração, mas fatos. O primeiro e inegável é que nos EUA essa palavra sofreu inversão de sentido, passando a designar aquele que se opunha ao conservadorismo. E, para melhor ou para pior, a cultura estadunidense exerce enorme influência sobre todos, incluindo sobre o Brasil.
 De maneira semelhante, foi fundado no Canadá em 1867 o Partido Liberal, com base no liberalismo, entretanto, hoje ele é o representante inquestionável do progressismo. Veja-se pelo atual primeiro-ministro, Justin Trudeau. Além disso, liberal traz um carga semântica "libertina" se empregada no sentido moral. Não por outra razão, no campo teológico, aqueles que abandonaram a ortodoxia são chamados de teólogos liberais, os quais agora andam de mãos dadas com a social-democracia europeia.

Será que liberal aguentará manter sua acepção inalterada no Brasil?

21 maio 2018

O TRILEMA DE LEWIS

Você pode até querer ignorar, mas precisará fazer uma escolha depois de ler.


Algumas declarações que Jesus fez acerca de si mesmo são tão soberanas que não podem escapar a uma confrontação. Afinal, como alguém poderia dizer coisas como "Eu sou a ressurreição e a vida", "O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido", "Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas", "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem", "Eu sou o pão da vida", "Antes de Abraão, Eu Sou"?


Em 1952, C. S. Lewis, com muita propriedade, demonstra que só há três conclusões possíveis para tamanhas alegações de Jesus: 1) Ele era um louco e estava delirando ou; 2) Ele era um mentiroso maligno ou; 3) Ele era verdadeiramente Deus em pessoa.

Nas palavras do escritor britânico:
Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido — ou então o diabo em pessoa. Faça a tua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode se prostrar a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. (Cristianismo Puro e Simples).
Para Lewis, seria um absurdo considerar Jesus como um sábio com bons ensinamentos. Ou Jesus era, de fato, o Senhor do universo ou sofria de alguma megalomania fora do comum. Por isso, conclui: "Agora, parece-me óbvio que Ele não era nem um lunático nem um demônio, consequentemente, por mais estranho, assustador e inacreditável que possa parecer, tenho que aceitar a ideia de que Ele era e é Deus".

E você, qual dos três escolherá: Jesus era louco, era mentiroso ou era Deus?

20 maio 2018

A necessidade de perdão divino fará mais sentido se primeiramente o indivíduo compreender que ele é um pecador sentenciado à morte.

14 maio 2018

O outro lado do vira-latismo brasileiro

Dizem que sofremos do complexo de vira-lata. Esse fenômeno, de fato, parece não se dar em outros países pobres, ou, ao menos, não de maneira tão acentuada, quer nos vizinhos latino-americanos quer na África. Ao que se pode constatar, trata-se realmente de um brasileirismo.

Há, contudo, algo de contraintuitivo. Se por um lado, nosso sentimento de inferioridade é apontado como possível fonte do nosso fracasso, de outro, está talvez ajudando a pavimentar a estrada para nossa redenção.


A pergunta é: aonde queremos chegar? Seria atingir o desenvolvimento, alcançar os níveis sócio-econômicos do chamado primeiro mundo? Mas pense por um momento: para que desejamos isso? O que isso quer dizer? E quando tivermos chegado a esse lugar mágico, o que virá então?

Não se deixe enganar, a paz que todo homem almeja não se alcança por meio das estruturas político-econômicas. Um país não passa de um território com um pedaço de pano hasteado. Esta nação é apenas um instrumento e não um fim em si mesmo. Porque está escrito que Deus fez todos os povos para que povoassem toda a terra, tendo determinado de antemão os tempos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Ele fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora ele não esteja longe de cada um de nós (At 17.26,27). E aqueles que nele esperam vivem como estrangeiros e peregrinos na terra. Esperam uma pátria melhor, a pátria celestial (Hb 11.16).

Portanto, meus compatriotas, sejamos vira-latas. Quem sabe rompendo nosso tolo orgulho territorial, aceitemos humildemente o socorro do Alto, e, ao final, nos tornemos cidadãos de uma pátria incomparavelmente melhor. E não somente nós brasileiros, mas todos os povos, línguas e nações que se rebaixarem e admitirem que não podem salvar a si mesmos.

12 maio 2018

Anos 90, alguém se levanta e diz que se a sociedade engolisse o que a Globo e a mídia estavam martelando, logo logo o homossexualismo seria ensinado às crianças pelos próprios professores. Rapidamente, porém, os intelectuais e artistas retrucaram: isso não passa de terrorismo e alarmismo.

30 abril 2018

NO FINAL, QUEM SERÁ "LIBERAL"?


O que chamamos de liberal brasileiro, poderá se tornar o esquerdista de amanhã.


Há poucos anos firmou-se no Brasil um movimento direitista. Como defendiam o liberalismo econômico, identificaram-se como liberais, resgatando o significado original do termo. Neste exato momento, podemos dizer que a designação liberal para essa nova corrente "pegou" por aqui. Mas existem outras forças em movimento, as quais podem, ao final, fazer inverter o seu sentido. Não se trata de uma conspiração, mas fatos. O primeiro e inegável é que nos EUA essa palavra sofreu inversão de sentido, passando a designar aquele que se opunha ao conservadorismo. E, para melhor ou para pior, a cultura estadunidense exerce enorme influência sobre todos, incluindo sobre o Brasil.
 De maneira semelhante, foi fundado no Canadá em 1867 o Partido Liberal, com base no liberalismo, entretanto, hoje ele é o representante inquestionável do progressismo. Veja-se pelo atual primeiro-ministro, Justin Trudeau. Além disso, liberal traz um carga semântica "libertina" se empregada no sentido moral. Não por outra razão, no campo teológico, aqueles que abandonaram a ortodoxia são chamados de teólogos liberais, os quais agora andam de mãos dadas com a social-democracia europeia.

Será que liberal aguentará manter sua acepção inalterada no Brasil?