13 de janeiro de 2018

O imbróglio político-jurídico de Brasília é tão, mas tão grande que dificilmente algum governante conseguiria fazer reformas profundas para permitir à economia crescer significativamente, penso eu. Humanamente falando, estamos fadados a um perpétuo ciclo de crescimento pífio, pouco importando o partido que esteja no poder.

Vá lá, pelo menos escapamos da tragédia venezuelana. Felizmente o Brasil nunca teve muita vocação para guinadas drásticas.

A única chance de desbaratar a farra estatal é através de um decreto expedido pelo próprio Deus determinando mudanças. Do contrário, a evolução das coisas por aqui certamente vai seguir em marcha lenta.

Bem, isso é muito melhor que grandes rupturas institucionais — prometem a utopia, mas sempre deflagram miséria e sangue (vide revolução francesa, russa, chinesa, cambojana e por aí vai).

6 de janeiro de 2018

No Brasil, em termos práticos, chega a haver quatro graus de jurisdição: juiz singular, tribunal, tribunal superior e STF.
Deus tem respostas simples para problemas complexos — essa é uma das poucas certezas que tenho.

4 de janeiro de 2018

A cidade que enricou - Série Absurdeza

Na cidade, a agência de marketing, desejando atrair mais clientes, resolveu divulgar seu trabalho contratando um conhecido marquetista. Este, abarrotado de trabalho, terceirizou o serviço a uma outra empresa publicitária, que, sem inspirações criativas, adquiriu o serviço express de uma agência do mesmo ramo. Esta última, contudo, sentiu receio do anúncio da concorrência e foi atrás de freelancers para ir in loco oferecer seu trabalho de propaganda. Pois deu que um desses vendedores teve uma ideia genial, fazer marketing online do seu serviço de vendas de publicidade. Para isso, fechou negócio com uma outra agência de propaganda, a qual, sem know-how em tecnologia, adquiriu um serviço de treinamento de uma startup de marketing especializado. A partir dessa venda inusitada de capacitação in company, a startup decidiu expandir o business a outras casas publicitárias. Mas para isso precisaria elaborar um merchandising no estilo mais convencional, pelo que contratou a agência mais tradicional da região... E assim a cidade enricou.


PS: Ao contrário do que se pode pensar, isso não é uma crítica ao estrangeirismo. É apenas uma anedota absurda.

16 de dezembro de 2017

O enfraquecimento do denominacionalismo protestante


Os norte-americanos (fora os do Canadá e do México) costumam usar uma expressão bastante coerente: para melhor ou para pior — e em seguida fazem certa afirmação factual. É proveitoso incorporar essa fórmula nas nossas estruturas de raciocínio, somos forçados a encarar os fatos sem nossos filtros de pretensão. Claro, não significa que a realidade é imutável, apenas que não se altera só porque costumamos puxar sardinha para o nosso lado ao interpretar os acontecimentos à nossa volta.

Quando a Crimeia, por exemplo, foi anexada por Putin em 2014, a mais conhecida entidade cartográfica, National Geographic, editou seus mapas fazendo incluir a nova região nas fronteiras da Rússia. Muita gente graúda criticou, ao que a sociedade geográfica respondeu com uma pequena nota: "Mapeamos o mundo de facto como ele é, não como as pessoas gostariam que fosse. (...)".

Pois bem. A tal fraseologia "melhor-pior" se encaixa bem na situação do evangelicalismo mundial no que refere à Igreja: para melhor ou para pior, as associações denominacionais cristãs estão se pulverizando, quer se goste ou não.

Talvez a primeira ideia que venha à tua mente é do surgimento de mais igrejas locais fora de controle, ensinando toda sorte de loucura. Já até vi alguns desejando que o governo regule o aparecimento de novas igrejas — nada mais absurdo que passar o controle da igreja para políticos e burocratas.

(Humanamente falando, o mundo sempre foi insano e caótico, com lunáticos desgovernados achando que podem controlá-lo e "corrigi-lo".)

Não devemos, entretanto, nos preocupar. O destino da Igreja de Cristo não está nas mãos dos homens. Foi Deus em Cristo que decidiu salvar o homem pecador, e não o inverso. Não é demais lembrar que o Reino de Deus pertence a... Deus, para sua própria glória. Compete a cada um de nós tão-somente terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus nos confiou (parafraseando Paulo em At 20.24).